sábado, 24 de julho de 2010
Afazeres
" 'Olha' e apontava as primeiras estrelas que se acendiam na abóbada do céu, 'aquilo são estrelas, dizem os homens... e porque não há-de ser o pó doirado que tombou de uma grande asa de borboleta?" [Visões diferentes das coisas...é sempre importante :)]
Florbela Espanca, 'As máscaras do destino'
"Quando sentiu que estava morrendo, meu avô Celestiano chamou a mulher e pediu-lhe:
- Deixa-me fitar teus olhos!
E ficou, embevecido, como se a sua alma fosse um barco no mar que eram os olhos de sua amada.
- Tens frio?, perguntou ela vendo-o tremer.
- Não és tu que estás a chorar.
- Chorar, eu? Começou foi a chover." [Aqui está o porquê eu gostar tanto do Mia Couto...]
Mia Couto, 'Marmequer'
"(...) no amor a gente só sabe que encontra a pessoa certa depois de encontrar as que são certas para outros." [ :) ]
Mia Couto, "Na berma de nenhuma estrada"
"Não há homens fiéis, o que há é homens que não conseguem ser infiéis." [Nada mais correcto ;)]
José Eduardo Agualusa, "As mulheres do meu pai"
"As asas acontecem tanto aos anjos, quanto aos demónios, quanto às galinhas. Por precaução, o melhor é tratr a todos como se fossem galinhas." [Faz todo o sentido!]
José Eduardo Agualusa, "A estação das chuvas"
"As paixões eternas costumam durar uma média de seis meses; depois se as coisas correrem bem, convertem-se em amores de toda a vida, que duram aproximadamente mais dois anos. No total, o espasmo cordial abarca geralmente uns dois anos e meio. [E] esta regra do coração não escrita [é] tão certa como a existência do buraco do ozono (...)" [Há já muito que acreditava nesta teoria e saber que alguém que nunca a ouviu da minha boca pensa o mesmo só me faz acreditar mais nesta calendarização eheh]
Rosa Montero, 'A filha do canibal'
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sábado, 20 de março de 2010
Há músicos assim...
domingo, 18 de outubro de 2009
Saudades
Tenho tantas tantas tantas saudades de chuva e frio... De ficar em casa a ouvir a chuva lá fora, a fazer tricot e a ver um filme, de ver a chuva a cair, de vestir roupa quentinha, luvas, boinas e cachecóis... Tenho saudades que a Terra não esteja doente...foto de Sérgio Gonçalves (www.olhares.aeiou.pt)
terça-feira, 30 de junho de 2009
Jantar Promar
E não sei muito bem como juntaram-se ali 14 pessoas que se deram todas bem desde o início! Nada de competições, nada de intrigas, nada de antipatias… Incrível mesmo :) E pronto, agora vamos estar mesmo separados (cada um a fazer a sua tese no sítio escolhido)… Mas ficam sempre as boas recordações e acredito mesmo que há amizades que vão ficar!
Mas a festa… Fizemos jantar na casa da Martina e do Allan (um casal de brasileiros) e houve caipirinhas, brigadeiros e queimada (q a Rosa, da Galiza, fez) no meio das coisas normais de patuscadas :)
Devo avisar que a queimada não é para qualquer um e com aquela quantidade de álcool dá para matar alguém só com o bafo que sai da boca depois de bebermos ehehe mas dps dela descer pela garganta fica um saborzinho bom na boca :)
E agora havemos de ter mais patuscadas e descidas nos rios e lanches em casas de chá e idas à praia e nanana :)
sábado, 18 de outubro de 2008
Ontem à noite...
É engraçado ver como as coisas crescem... Lembro-me perfeitamente da João me dizer quando eu ainda estava em Roterdão: "Olha, Nês, o meu irmão tem um novo projecto com a Ana e mais uns primos dela... Ainda não tem nome nem nada!". O passo seguinte: "Xiii, Nês, deram o nome Deolinda e vão tocar aqui no Mercado Negro, em Aveiro" (e eu ainda na Holanda). E depois de mais uns concertitos a que não pude ir, lá os vi em Estarreja quando ainda só enchiam um pequeno espaço de café-concerto. Uma coisa intimista, ainda todos um bocadinho tímidos... Mais um concerto na Feira de Março e continuava o público do costume (mais ou menos arrastados pela João, lol). E depois foi o grande salto! Lançaram um cd e, de repente comecei a falar às pessoas da Deolinda e a resposta era: "Ah sim, já ouvi falar, é muito bom!". E agora...bem agora é o que se vê: enchem a tenda secundária do Sudoeste, esgotam o Teatro Aveirense e a Aula Magna e toda a gente trauteia o fon fon fon da menina que se paixonou por um tubista!
Esta é a minha música favorita deles (a par com mais umas quantas, eheh)... A história que tenho na minha cabeça é outra, mas isso não interessa :)
E a verdade é que fazem parte da minha lista de "Momentos mágicos e memoráveis" :) Ontem à noite, no Teatro Aveirense foi um deles... E dia 29 Novembro regressam! Não vou lá puder estar, mas... Ide ver... Minhas senhoras e meus senhores, a Deolinda :)
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
Foi há dois anitos...

E há dois anitos meti-me num avião e fui para Roterdão durante 7 meses. Apenas conhecia o Sérgio (e por net), mas acabei por conhecer das melhores pessoas que fazem parte da minha vida: a Cataréu, a IT e a Sílvia (na foto, do meu lado para o lado do Sérgio). E passei por muita coisa, boa e má porque quando estamos longe é tudo ampliado, mas agora só lembro as coisas boas e só penso em voltar e repetir cada pedacinho que fez parte de mim nesses 7 meses. E a verdade é que, da Holanda, voltou uma Inês diferente :)
segunda-feira, 8 de setembro de 2008
Bons momentos... de verdade...
domingo, 30 de setembro de 2007
Há um ano atrás...
"Chorei bastante mas cheguei :) e tinha uma surpresa! O Sérgio estava à minha espera, não na estação como o combinado, mas no aeroporto com um papel a dizer 'NÊS'.
Viemos logo para a minha casa (...). Ficámos maravilhados com a janela que ocupa uma parede inteira do estúdio! E ver a chuva é verdadeiramente maravihoso!
(...) e a aventura que foi andar atrás na bicicleta com o Sérgio... Espantoso! Vi as coisas de maneira diferente :) As casinhas em tijolo burro são bastante simpáticas e todas as casas têm janelas enormes com tudo à mostra: consigo entrar um pouquinho no mundo de toda esta gente. E são pessoas tão diferentes umas das outras! É incrível!
(...)
Tenho já o estúdio mais aconchegadito e organizado à minha maneira e agora só faltam mais uns detalhes para ficar perfeito!
Amanhã será o primeiro dia de trabalho!"
:) Tinha chegado a Roterdão, onde passei 7 meses. Guardo cada pedacinho das coisas lá vividas num lugar especial cá dentro e... [silêncio]

