sexta-feira, 2 de maio de 2008

Saudades...

"Por maior que seja o amor, a dor, a tristeza, o poder de um coração, ninguém pode recriar o mar. Em sítio mais nenhum."
in O Assobiador de Ondjoki

E é assim com todos os pedacinhos mágicos da vida, não é?

5 comentários:

Paulo costa disse...

Gostei ;)

SoulPress disse...

um dia em um blog do meu alter ego alguem escreveu!

SE...

Se podes conservar o teu bom senso e a calma
No mundo a delirar para quem o louco és tu...
Se podes crer em ti com toda a força de alma
Quando ninguém te crê...Se vais faminto e nu,

Trilhando sem revolta um rumo solitário...
Se à torva intolerância, à negra incompreensão,
Tu podes responder subindo o teu calvário
Com lágrimas de amor e bênçãos de perdão...

Se podes dizer bem de quem te calunia...
Se dás ternura em troca aos que te dão rancor
(Mas sem a afectação de um santo que oficia
Nem pretensões de sábio a dar lições de amor)...

Se podes esperar sem fatigar a esperança...
Sonhar, mas conservar-te acima do teu sonho...
Fazer do pensamento um arco de aliança,
Entre o clarão do inferno e a luz do céu risonho...

Se podes encarar com indiferença igual
O triunfo e a derrota, eternos impostores...
Se podes ver o bem oculto em todo o mal
E resignar sorrindo o amor dos teus amores...

Se podes resistir à raiva e à vergonha
De ver envenenar as frases que disseste
E que um velhaco emprega eivadas de peçonha
Com falsas intenções que tu jamais lhes deste...

Se podes ver por terra as obras que fizeste,
Vaiadas por malsins, desorientando o povo,
E sem dizeres palavra, e sem um termo agreste,
Voltares ao princípio a construir de novo...

Se puderes obrigar o coração e os músculos
A renovar um esforço há muito vacilante,
Quando no teu corpo, já afogado em crepúsculos,
Só exista a vontade a comandar avante...

Se vivendo entre o povo és virtuoso e nobre...
Se vivendo entre os reis, conservas a humildade...
Se inimigo ou amigo, o poderoso e o pobre
São iguais para ti à luz da eternidade...

Se quem conta contigo encontra mais que a conta...
Se podes empregar os sessenta segundos
Do minuto que passa em obra de tal monta
Que o minute se espraie em séculos fecundos...

Então, á ser sublime, o mundo inteiro é teu!
Já dominaste os reis, os tempos, os espaços!...
Mas, ainda para além, um novo sol rompeu,
Abrindo o infinito ao rumo dos teus passos.

Pairando numa esfera acima deste plano,
Sem receares jamais que os erros te retomem,
Quando já nada houver em ti que seja humano,
Alegra-te, meu filho, então serás um homem!...


(RUDYARD KIPLING - tradução de Féliz Bermudes)

e no fim rematou

Vai...

Para sonhar o que poucos ousaram sonhar.

Para realizar aquilo que já te disseram que não podia ser feito.

Para alcançar a estrela inalcançável.



Essa será a tua tarefa: alcançar essa estrela.

Sem quereres saber quão longe ela se encontra;

nem de quanta esperança necessitarás;

nem se poderás ser maior do que o teu medo.

Apenas nisso vale a pena gastares a tua vida.



Para carregar sobre os ombros o peso do mundo.

Para lutar pelo bem sem descanso e sem cansaço.

Para enxugar todas as lágrimas ou para lhes dar um sentido luminoso.

Levarás a tua juventude a lugares onde se pode morrer, porque precisam lá de ti.

Pisarás terrenos que muitos valentes não se atreveriam a pisar.

Partirás para longe, talvez sem saíres do mesmo lugar.



Para amar com pureza e castidade.

Para devolver à palavra "amigo" o seu sabor a vento e rocha.

Para ter muitos filhos nascidos também do teu corpo e - ou - muitos mais nascidos apenas do teu coração.

Para dar de novo todo o valor às palavras dos homens.

Para descobrir os caminhos que há no ventre da noite.

Para vencer o medo.



Não medirás as tuas forças.

O anjo do bem te levará consigo, sem permitir que os teus pés se magoem nas pedras.

Ele, que vigia o sono das crianças e coloca nos seus olhos uma luz pura que apetece beijar, é também guerreiro forte.

Verás a tua mão tocar rochedos grandes e fazer brotar deles água verdadeira.

Olharás para tudo com espanto.

Saberás que, sendo tu nada, és capaz de uma flor no esterco e de um archote no escuro.



Para sofrer aquilo que não sabias ser capaz de sofrer.

Para viver daquilo que mata.

Para saber as cores que existem por dentro do silêncio.

Continuarás quando os teus braços estiverem fatigados.

Olharás para as tuas cicatrizes sem tristeza.

Tu saberás que um homem pode seguir em frente apesar de tudo o que dói, e que só assim é homem.



Para gritar, mesmo calado, os verdadeiros nomes de tudo.

Para tratar como lixo as bugigangas que outros acariciam.

Para mostrar que se pode viver de luar quando se vai por um caminho que é principalmente de cor e espuma.

Levantarás do chão cada pedra das ruínas em que transformaram tudo isto.

Uma força que não é tua nos teus braços.

Beijá-las-ás e voltarás a pô-las nos seus lugares.



Para ir mais além.

Para passar cantando perto daqueles que viveram poucos anos e já envelheceram.

Para puxar por um braço, com carinho, esses que passam a tarde sentados em frente de uma cerveja.

Dirás até ao último momento: "ainda não é suficiente".

Disposto a ir às portas do abismo salvar uma flor que resvalava.

Disposto a dar tudo pelo que parece ser nada.

Disposto a ter contigo dores que são semente de alegrias talvez longe.



Para tocar o intocável.

Para haver em ti um sorriso que a morte não te possa arrancar.

Para encontrar a luz de cuja existência sempre suspeitaste.

Para alcançar a estrela incansável.


Paulo Geraldo


beijico

Anónimo disse...

Ai o catanooo!! quer dizer, uma pessoa nao pode ir a casa de fds e ja ficas assim nesse estado de saudade?? Eu ja voltei,mulhé!! Amanha ja tou contigo,nao precisas de ficar assim tao deprimida por estares sem mim!! Eu sei que me adoras, nao te quero ver assim tristinha!!

bjinhos do shin chan

ps: desculpa o meu comment parecer apenas 1% do anterior!!

scaramouche disse...

parabéns pelo blog.

Vertigo disse...

até porque ele é perfeito assim...

beijo*